17 de julho de 2009

Filho de Sarney assina um dos contratos com Eletrobrás.

A Eletrobrás deu ao Instituto Mirante R$ 150 mil para que promovesse o Projeto Camões.

A Eletrobrás deu ao Instituto Mirante R$ 150 mil para que promovesse o Projeto Camões - Núcleo de Produção de Vídeo. O signatário do contrato foi Fernando Sarney, filho do senador. Também contribuiu com R$ 100 mil para o Baile do Fofão, outros R$ 100 mil para o Brilha São João 2006 e R$ 50 mil, em 2004, para o projeto Um Olhar sobre os Mirantes.

O Instituto Mirante se credenciou, em 2006, para captar verbas baseado na Lei Rouanet. O Ministério da Cultura autorizou a captação de R$ 4,3 milhões para realização de um festival de músicas e a gravação de CD, mas a ONG só teria obtido R$ 150 mil.

Embora funcione no mesmo local do jornal O Estado do Maranhão, o instituto não tem telefone próprio. O jornal O Globo entrou em contato com a entidade. A pessoa que responderia pelo instituto, Dulce Britto, gerente de relações institucionais do Sistema Mirante (que engloba a TV, rádio e internet da família), que teve a prisão pedida pela PF no "caso Fernando Sarney", não estava. O diretor de marketing, Laércio Souza, não soube dizer, por exemplo, o que foi o Projeto Camões, que obteve R$ 150 mil da Eletrobrás. Disse que o instituto, presidido por Teresa Murad, mulher de Fernando Sarney, se dedica a "projetos culturais".

A Eletrobrás informou, por meio de sua assessoria, que a escolha dos projetos patrocinados é feita por um comitê. No fim de 2008, porém, mudou-se o sistema: há um edital público para os interessados em verbas. Uma comissão faz as escolhas.

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