2 de dezembro de 2010

Bomba: Nádila e Dj Juninho Portugal deixam a Djavú e a banda está prestes a se duplicar, num interessante caso de divisão celular


O Sonho acabou - a Djavú se Fú


Entre os Hinduistas exitem duas expressões corriqueiras, carma bom e carma ruim. Grosso modo a coisa funciona da seguinte maneira. Quando você pratica uma boa ação um ciclo cármico é acionado e causa feedback em que boas coisas acontecem na vida de quem praticou, é o chamado carmam bom. Com o carma ruim ocorre o posto, você pratica maus atos e invariavelmente algo ruim vai lhe acontecer. A banda baiana Djavú está provando o gosto amargo do carma ruim.

Durante o ano passado, os paraenses da Ravelly gastaram todas as suas energias tentando provar para Deus e para o mundo que eram os verdadeiros autores dos sucessos que fizeram a fama da Djavú. A saber, as músicas Rubi (Nave do som), Meteoro e Maciota Light. O processo jurídico desta questão de plágio até hoje não chegou a termo, mas o carma ruim parece que fez o serviço. No programa Domingo Legal deste último final de semana a Djavú, sob o comando do cantor Geaderson Rios apresentou-se com uma nova formação.

E Geanderson não estava nem um pouco feliz com isso.

O motivo foi que a cantora Natália Nadila e o DJ Juninho Portugal abandonaram o barco em plena turnê, fazendo escondidos o check-out do hotel onde estavam hospedados e junto com o ex-empresário Paulo Palco cortaram o contato com Geanderson. O plano? Montarem uma banda clone da Djavú. Mais uma. São públicas e notórias as diversas bandas clones da Djavú, com sutis mudanças na grafia do nome, como DJ Javú, Dejavú ou então a mais famosa, a De Javú do Brasil, criada pelo famoso imitador DJ Maluco, que fez fortuna com a banda cover Bonde do Forró.


Se Geanderson observasse fotos como essa, teria reparado que a Nádila já andava com cara de quem comeu e não gostou


No programa do SBT Geanderson não poupou palavras ao se referir aos seus ex-colegas. Segundo ele, Nádila desde o começo do projeto - um eufemismo para plágio da Ravelly - sempre se achou a maioral, a estrela máxima da banda e que por motivos puramente financeiros, acabou por aliciar seu amigo de longa data Juninho Portugal. É certo que existe o dedo de Paulo Palcos por trás desta história.

Natural de Capim Grosso, Bahia, Paulo Palcos coleciona diversas desavenças com empresários e artistas do interior da Bahia. Truculento e fanfarrão, ele também já divertiu muitos jornalistas com suas bravatas, como numa entrevista ao site Bahia Notícias em que afirmava que a Djavú tocaria na abertura da Copa do Mundo da África do Sul (!). A esta altura do campeonato o controverso empresário deve estar procurando letras no alfabeto que ainda não tenham sido usadas pelas outras bandas clones para montar uma que possa chamar de sua.

Já Geanderson não perdeu tempo, escalou uma nova cantora, a belenense Priscila Russo, que já trabalhou na Cia. do Calypso e vestiu um obsucuro Dj com a fantasia de marinheiro que provavelmente Juninho Portugal deve ter esquecido no hotel, na pressa da fuga.

A nova banda Djavú - a de Geaderson - vai dar certo? É complicado, pois era Nádila que cantava os principais sucessos, restando ao cantor a infame Soca Soca. Era Nádila a cultuada pela imensa maioria dos fãs. Eles estavam com um DVD pronto pra ser lançado, gravado em Caraguatatuba com público de 40 mil pessoas. E mais, o nome Dj Juninho Portugal está cimentado na mente dos fãs como complemento ao nome da banda. Vai ser fácil Paulo Palcos vender seu gato como lebre. Some-se a isso o fato de que depois do imenso sucesso conquistado pelas músicas plagiadas da Ravelly, a Djavú nunca mais emplacou um hit de peso. O futuro da banda não é muito promissor.

No que depender do dinheiro que eles ganharam no ano passado, a tentiva de se manter no mercado está garantida. Mas no que depender da Roda Cármica, é bom Geanderson reavaliar a possiblidade de voltar a morar em Capim Grosso na espera de uma nova banda para plagiar.
--- ---