Após 5h de negociação, suspeito de matar empresários é preso

João de Castro foi rendido pelo delegado Wanderson da Silva quando fez menção de que iria se matar

CRISTIANO COUTO
SUSPEITO DE MATAR EMPRESARIOS
Após 5 horas de negociações, João de Castro precisou ser rendido pelo delegado


Aproximadamente 5 horas. Esse foi o tempo que a polícia precisou para conseguir render um dos suspeitos de carbonizar dois empresários, em Juatuba, no último sábado (21). As negociações aconteceram na empresa dele, no Bairro Jardim Teresópolis, em Betim, Região Metropolitana. Policiais Civis, militares e do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), além do Corpo de Bombeiros, foram mobilizados.

Com mandado de prisão em mãos, policiais civis chegaram à fábrica de gelo por volta das 6h30. Assim que viu os agentes, João Francisco de Castro, 43 anos, se trancou no escritório, no primeiro andar, com uma arma. A ex-esposa e duas filhas dele, uma delas grávida, estavam no local, mas não chegaram a ser feitas reféns, como indicou uma informação preliminar da polícia.

Segundo o delegado Wanderson Gomes da Silva, que conduziu as conversas, foram tentadas diversas alternativas, usando até os familiares na negociação, mas nada deu efeito. Foram isolados três quarteirões. Por volta das 11h30, o suspeito deu a entender que se mataria e foi rendido pelo policial civil, que estava a cerca de três metros de distância.


SUSPEITO DE MATAR EMPRESARIOS
As mãos queimadas são um dos indícios do envolvimento do suspeito no duplo homicídio (Foto: Cristiano Couto)


Um disparo chegou a ser dado, mas ninguém ficou ferido. João de Castro foi levado à Delegacia Regional de Betim. Ainda de acordo com Silva, diversos indícios apontam que ele tem participação no duplo homicídio. Um dos sinais são as queimaduras nas mãos do suspeito.

Relembre o caso
 
Na manhã de sábado (21), dois corpos foram encontrados carbonizados dentro de um carro às margens da BR-262, altura do quilômetro 380, em Juatuba, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

EMPRESÁRIOS CARBONIZADOS
O carro onde estavam pai e filho ficou completamente destruído (Foto: Renato Cobucci)
 
A Parati, placa MUO 8708 (Contagem-MG), estava em nome de Guilherme Antônio Alves, 24 anos, e foi usada na sexta-feira (20) por José Antônio Alves, 55 anos, e Felipe Henrique Alves, 25 anos, respectivamente, pai e irmão do proprietário.

Os três estavam desaparecidos desde a manhã de sexta, quando saíram para trabalhar. O caminhão dirigido por Guilherme foi encontrado pela manhã na Via Expressa, no Bairro Via Cristina.

Uma testemunha disse à polícia que ouviu três disparos de arma de fogo durante a madrugada e encontrou o carro incendiado em frente a um sítio pela manhã. A família tinha uma empresa de transportes e manutenção de equipamentos em Betim há mais de 20 anos. Familiares que estiveram no local disseram que eles não haviam sofrido ameaças.

Fonte: Jornal Hoje em Dia
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