Em entrevista ao Jornal do Maranhão ex-prefeito Ildemar Gonçalves desmente boato de que teria se aliado ao grupo politico da prefeita Gleide Santos.

Entrevista Ildemar Gonçalves
“Eu disse para não entregar Açailândia para quem não tem juízo”


Ao chegar nesta terra em 17 de dezembro de 1968, aos 20 anos de idade ele jamais poderia imaginar que exatamente 45 anos mais tarde, estaria sendo o centro das atenções políticas, mesmo fora do poder, e observar seus adversários se engalfinhando e perdendo todo o apoio, a confiança e a credibilidade popular conquistados nas eleições de 2012.

Com um histórico político invejado, tendo exercido o comando do município por três mandatos, Ildemar Gonçalves se destaca no cenário político local, regional e estadual, tanto que está sendo cogitado a ser indicado candidato a vice governador pelo seu partido, o PSDB. Gonçalves mesmo tendo se afastado da vida pública desde 31 de dezembro de 2012, constantemente é citado nas conversas políticas de bastidores e por blogs, como se estivesse apoiando políticos, partidos ou grupos no município.
Com exclusividade e por respeito ao trabalho desenvolvido pelo Jornal do Maranhão ao longo de mais de 20 anos de jornalismo sério e comprometido com o seu leitor, Ildemar Gonçalves dedica uma parte de seu tempo a desmentir boatos, opinar sobre a atual situação política e administrativa de Açailândia e esclarecer o público sobre o contexto das eleições de outubro próximo.


“Eu posso ter todo defeito, pode me chamar de preto, analfabeto, do que quiserem, mas eles não podem dizer que eu traí ninguém. Se eu fizesse isso (apoiar Gleide Santos) eu estaria traindo o povo de Açailândia”.

“Se tem alguém que está habilitado para combater esse desastre hoje, que é a administração pública, é o fórum, através dos juízes e promotores, e a Câmara de Vereadores. São eles que detém do voto da população para olhar o patrimônio público de Açailândia, não é o Ildemar”.
“Por isso precisamos ter juízo, pois estamos comprometendo o futuro dessa criançada que está nascendo. Eu atribuo a culpa a estes grupos, que apoiaram a prefeita, e a prefeita, que não tem juízo suficiente para administrar o nosso município”.

“Agora correspondente ao Juscelino eu jamais cuspi em prato que como, Juscelino foi uma pessoa que andou comigo, aonde eu ia eu levava ele, e eu não tenho nenhuma dúvida do trabalho que ele prestou comigo, agora não sou eu que tenho que avaliar se ele tem condições de tomar conta dessa responsabilidade ou não.”


JM – Após deixar a prefeitura em 31 de dezembro de 2012, como tem sido a vida do cidadão Ildemar Gonçalves?
Ildemar: Olha veja só, a minha vida ela tem sido graças a Deus muito boa, ás vezes com saudade, porque quando a gente está na prefeitura a gente tem um movimento muito grande, um movimento administrativo,  de amigos, convivência com cinco mil funcionários, como é o caso de Açailândia,mas você também vai ganhando outros valores interessantes, porque eu tinha abandonado os negócios, tinha deixado a vida familiar encostada um pouco, pois eu não tinha tempo de estar com minha mulher, com os filhos e netos. Agora depois que deixei a prefeitura, eu estou cuidando somente dos meus negócios e da convivência com a família e os amigos, e me deu tempo para fazer um acompanhamento na questão do estado e do Brasil. Eu quero dizer que tenho saudade, mas que este tem sido um momento muito importante na minha vida.

JM: Ao longo dos últimos 30 anos o senhor tem tido uma participação ativa na vida política de Açailândia. Como hoje o senhor observa o contexto político do município?
Ildemar: O contexto político de Açailândia hoje é parecido com a do Brasil. Eu não gostaria que o município de Açailândia estivesse passando pelo que está passando hoje. O que acontece? Muitas vezes a pessoa tem uma convivência com a administração pública e não sabe o que tem na mão. Só depois que perde é que conhece o que perdeu. Eu quero dizer é que o momento que estamos vivendo hoje é de um aprendizado. Essa cidade que tem mais de cem mil habitantes e que tem em torno de setenta mil eleitores, com certeza vai tirar um aprendizado neste momento, vai procurar se politizar mais, deixar de acreditar nas mentiras que andam pra cima e pra baixo, nos comentários maldosos, e procurar dar valor melhor no que tem, que é o município de Açailândia, que é um dos municípios mais saudáveis do Brasil e o melhor município do Maranhão. Eu não tenho dúvida de afirmar isso. Talvez nós é que não estamos dando o valor que este município merece. Então todos nós temos que ter muito cuidado na hora de escolher os nossos administradores, para não cometer um erro, não com nós que somos adultos, mas com estas próximas gerações.

JM: Durante as eleições municipais de 2012, quando o senhor apoiou o nome de Élson Santos, o senhor buscava com que os eleitores comparassem os perfis dos candidatos. Nessa época o senhor já deduzia o que podia acontecer à cidade caso a adversária de Élson vencesse?
Ildemar: Com certeza absoluta. Eu quero que as pessoas que convive em Açailândia busquem um evento que nós tivemos na Maçonaria no dia que lançou o plano de governo do Élson Santos. Naquele dia eu não pedi voto para o Élson, mas fiz questão de falar com os empresários que estavam lá, com os eleitores, com os profissionais liberais, eu pedi pra eles: “olha, nós estamos aqui lançando um candidato, não quero pedir voto pra ele, mas eu quero pedir uma ajuda de vocês, não entreguem Açailândia pra quem não tem juízo”. Isso eu falei um ano antes da eleição, disse que poderíamos cometer qualquer erro, mas que entregássemos Açailândia somente para quem tem juízo. O quê que o povo de Açailândia fez? Fez o contrário, entregou Açailândia pra quem não tem juízo. Ta aí uma conclusão pra ser tirada e uma lição para o futuro. O município tem que pensar e pensar bem, os eleitores tem que avaliar melhor para que Açailândia não chegue numa situação dessa.

JM: O senhor governou a cidade durante 8 anos após a maior crise política administrativa da história de Açailândia, sendo sua administração caracterizada pela estabilidade política. Como o político Ildemar observa o quê está acontecendo politicamente no município hoje?
Ildemar:Eu quero Cézar que você me permita que eu volte atrás, antes eu administrei Açailândia quatro anos antes, quando Açailândia vivia outra crise política, que passou três prefeitos em um só mandato. Assumi, tirei meus quatro anos e dei uma estabilidade na prefeitura. Foi quando eu saí que entrou aquela crise, que se eu não me engano passaram oito prefeitos em quatro anos. Ai é que eu vim e tirei os oito anos. Acontece que essa crise que acontece hoje em Açailândia nós precisamos ter muito juízo pra sair dela, porque não tem coisa boa que não possa melhorar muito mais e não tem coisa ruim que não pode se arruinar muito mais. Todos os açailandenses têm que ter juízo nessa hora e acompanhar essa situação da forma que tem que acompanhar, sem querer tirar proveito próprio da situação. Com todo respeito que eu tenho aos políticos de Açailândia, eu vejo pessoas preocupadas com o município, principalmente os eleitores e os cinco mil funcionários, mas eu pergunto: cadê os grupos políticos que estavam com ela? Cadê eles para ajudar ela neste momento?  Nenhum saiu pra chamar atenção dela que ela estava errada, e todos deixaram ela fazer o governo “eu”. Uma cidade de cem mil habitantes tem que ser governada pelo governo “nós”, porque quem manda numa cidade é o prefeito, a câmara de vereadores, juiz, promotores, defensores, povo do sindicato, as 32 entidades que existem, todos mandam nessa cidade. Quase a maioria dos grupos que elegeu ela, nunca deu a mão pra ajudar ela, fugiu e estão querendo tirar proveito próprio do município de outro jeito, ai é que eu quero chamar a atenção, as pessoas independente de qualquer coisa precisam ser açailandenses e ajudar o município para encontrar uma solução, não é criar uma baderna e tirar proveito próprio do município e entender que quanto mais pior, melhor. Isso é muito ruim pra nós açailandenses.

JM: Dada a grave crise institucional, política e administrativa, tendo o governo em pouco mais de um ano no comando do município, enfrentado já três greves do funcionalismo público municipal. A quem o senhor atribui a culpabilidade por tal crise?
Ildemar: Essa culpa eu atribuo primeiramente a prefeita, que é a comandante do poder executivo, mas nós não podemos esquecer e lembrar mais uma vez do grupo que apoiou ela. Eu vejo hoje alguns deles já dizendo nas páginas dos jornais que são candidatos, e os eleitores de Açailândia tem que lembrar disso, que eles também ajudaram a levar essa crise, esses eleitores precisam também lembrar que a governadora Roseana também tem culpa, pois veio ao município de Açailândia vestir a camisa da Gleide, inclusive botou o nosso querido ex presidente da República José Sarney para falar que se ele morasse em Açailândia votaria na Gleide. Se eles falaram isto os menos esclarecidos acompanhou, será que não é a hora deles botaram a mão no peito e dizeres: “é minha culpa, minha culpa, minha máxima culpa”, e vir ajudar a resolver o problema de Açailândia ou estão pensando que quanto pior melhor porque está vindo uma eleição? Por isso precisamos ter juízo, pois estamos comprometendo o futuro dessa criançada que está nascendo. Eu atribuo a culpa a estes grupos, que apoiaram a prefeita, e a prefeita, que não tem juízo suficiente para administrar o nosso município. Por isso que precisamos tirar um grande aprendizado e não cometer mais este erro daí pra frente.

JM: Semo apoio da base aliada e agora da maioria absoluta dos vereadores, comenta-se nas redes sociais e em alguns blogs da imprensa, que a atual prefeita Gleide Santos buscou apoio político na pessoa do Ildemar Gonçalves visando sua permanência no poder. Isso procede?
Ildemar:Veja só, essa história chega todo dia pra mim, apesar de eu estar cuidando dos meus negócios. Quando eu vejo essa história me dá vontade de eu largar tudo o que eu faço e fazer um curso universitário para estudar o comportamento humano. Eu fui prefeito nessa cidade nos últimos oito anos e o povo me conhece como prefeito, marido, pai, cidadão que cumpre os negócios. Eu posso ter todo defeito, pode me chamar de preto, analfabeto, do que quiserem, mas eles não podem dizer que eu traí ninguém. Se eu fizesse isso eu estaria traindo o povo de Açailândia, e quando eu falo que eu gostaria de estudar o comportamento humano é para saber o porquê uma cidade dessa com quase 70 mil eleitores, que viu o meu comportamento, passa a acreditar em pessoas que trabalha na rede social,blogueiros que muitas vezes não tem responsabilidade pelo que escreve. Eu tenho o maior respeito pra quem escreve nas redes sociais, nos blogs e tudo, mais os bem intencionados, aqueles que querem o bem da cidade, que querem vender a informação correta, mas eu não posso ter essa mesma referência dos aproveitadores, aqueles que escrevem qualquer coisa pra tirar um proveito próprio. Não tem porque as pessoas acreditarem nisso, que eles sabem que eu fiz várias denúncias, eu botei essa senhora, a prefeita Gleide, rasgando papel, cuspindo em papel, sapateando em cima, e mostrei para Açailândia, não só para o eleitor menos esclarecido não, eu mostrei para todos, inclusive o dia que ela fez isso (rasgar e cuspir no papel) foi na frente de profissionais da saúde e da educação, e muitos desses profissionais vendo isso ainda votaram nela, e como é que esse povo pode achar que eu estou protegendo ela?Mais se isso não fosse suficiente, as pessoas teriam que lembrar que se eu tivesse essa força que eles acha que eu tenho, eu não teria deixado ela sair candidata, por que? Nós entramos com uma ação, o juiz deu uma liminar, apesar do juiz depois dar outra liminar dizendo que ela enganou ele, mas deu a liminar pra ela sair candidata. Eu não mando na justiça, nem nos juízes, nem nos promotores, eu tenho muito respeito pela Justiça de uma maneira em geral, agora dizer que eu protejo a Gleide, está dizendo que eu mando na Justiça e na Câmara de Vereador, e se tem alguém que está habilitado para combater esse desastre hoje, que é a administração pública, é o fórum, através dos juízes e promotores, e a Câmara de Vereadores. São eles que detém do voto da população para olhar o patrimônio público de Açailândia, não é o Ildemar. Isto ai é mais uma balela, mais uma conversa de aproveitadores que querem tirar proveito político do momento e está usando o nome do Ildemar, e esse inocente eleitor da rua ainda acredita numa balela dessas.

JM: Existe da sua parte alguma orientação para que os vereadores vinculados ao seu grupo político façam situação ou oposição a prefeita Gleide Santos?
Ildemar: Sou amigos de todos os vereadores, inclusive daqueles que foram eleitos junto com ela, eu jamais faria isso, mesmo porque Cézar, não tem um trem que eu respeite mais que os resultados das urnas. A dona Gleide teve mais de 51% dos votos, em outras palavras, ela teve mais de seis mil votos de frente do meu candidato que era o Élson, e eu respeito isso, pois foi a vontade do eleitor da rua. E o eleitor elegeu dezessete vereadores para fiscalizar essa senhora. Na medida que eu pedir e intervir ou para tirar ou para segurar, eu estou intervindo num poder soberano, que é o da Câmara. Eu jamais faço isso. Eu respeito a Câmara de Vereador, pois tem ótimos vereadores, pessoas competentes, mas também não é assim afastar uma pessoa de qualquer jeito, pois tem a justiça. Não adianta afastar errado que a Justiça manda voltar, eu não tenho dúvida disso. Muita gente ligou para minha casa dizendo que o povo estava dizendo que eu estava apoiando a Gleide porque tem um advogado chamado Lula Almeida que está defendendo a prefeita. Quer dizer que os profissionais liberais que trabalharam comigo está atrelado a mim até hoje? O Lula tem um ano e seis meses que deixou de trabalhar pra mim, é profissional liberal e trabalha para quem ele quiser, e os advogados que me acompanham até hoje são três: Dr. Franco, Dr. Júlio e Dr. Renan. Vê se eles estão na Câmara querendo tirar ou pôr prefeito. Não cabe a mim isso. Eu respeito os eleitores e o resultado das urnas, e os vereadores têm toda minha solidariedade, e não tem nenhuma orientação nem que vai sair nem que vai ficar, inclusive teve oito vereadores que foram até minha casa e eu disse essa mesma conversa pra eles, não me peça minha opinião, porque ela não ajuda Açailândia, mas atrapalha. Eu moro nesse município, quero o bem desse município e não posso tomar nenhuma medida que vem atrapalhar o município de Açailândia.

JM: Em sua 2ª eleição, bem como na reeleição, o senhor contou com o apoio do atual vice prefeito Juscelino Oliveira. Como foi e atualmente como tem sido o seu relacionamento pessoal e político com Juscelino?
Ildemar: Convivi com o Juscelino quando eu assumi a prefeitura em 2005, convidei elepara ser meu secretário e ele aceitou o convite, ele esteve na campanha, me ajudou a ganhar a campanha, me ajudou na reeleição, e depois virou vereador e passou para a oposição, isso é um direito que ele tem como político de ir para o lado que ele achar melhor, e eu respeito isso demais. Em relação ao meu relacionamento com ele é o melhor possível, mas depois que ele passou para a oposição eu não tenho encontrado e nem conversado, não tenho nem que acrescentar nada de bom e nem nada de ruim pra ele, quem tem que acompanhar ele são os eleitores, que viu ele no palanque da Gleide dizendo que ela era a ‘salvadora de pátria’. Agora isso quem tem que analisar são os eleitores, não sou eu. Agora correspondente ao Juscelino eu jamais cuspi em prato que como, Juscelino foi uma pessoa que andou comigo, aonde eu ia eu levava ele, e eu não tenho nenhuma dúvida do trabalho que ele prestou comigo, agora não sou eu que tenho que avaliar se ele tem condições de tomar conta dessa responsabilidade ou não, quem tem que avaliar isso são os 51% dos eleitores que votaram na Gleide. E também temos que levar em conta que numa saída da Gleide o candidato que está documentado para assumir o município é ele, que o povo elegeu ele como vice prefeito. Se você me perguntar se vai ser pior ou melhor do que a Gleide, eu espero que seja melhor, mas isso só cabe a Deus, pois eu não sou “mão menininha” pra adivinha nada. Eu espero que ele (Juscelino) seja melhor, porque pior também é quase impossível.

JM: O nome do Ildemar Gonçalves tem sido cogitado para a composição às eleições majoritárias de outubro próximo. Na atual conjuntura política como uma das principais lideranças políticas do Maranhão, como o senhor descreve tais comentários?
Ildemar:Todo mundo sabe que eu sou um homem partidário, nunca fugi do meu partido. Além disso nós temos um grupo político, um grupo político de Açailândia que nós fizemos um trabalho que elegemos um deputado federal. Hoje nós também temos que seguir o conselho do deputado federal que vive e convive no Congresso Nacional, acompanhando como está o comportamento político do Maranhão. O grupo político nosso que teve o Élson como candidato, que teve quase 40% dos votos de Açailândia, também a gente conversa. A minha orientação sempre foi no intuito de não tumultuar a administração de maneira nenhuma. Isto eu tenho que agradecer os eleitores que acompanharam o nosso grupo, que eles têm tido esse comportamento. Quem mais fala do governo hoje da Gleide não são os eleitores do Ildemar e nem do Élson, são os eleitores da própria Gleide, então eu ficarei eternamente agradecido por isso. Correspondente a minha posição política também no estado, eu tenho conversado com o meu presidente Carlos Brandão do PSDB, o meu colega Madeira, o João Castelo que foi prefeito de São Luis, os deputados federais Pinto e Hélio, eu tenho a felicidade de ter uns dez a doze deputados de vários partidos de dentro da minha casa, a gente conversa muitosobre isso, e todos nós estamos preocupados com o momento político do Maranhão, para que a gente resolva não somente esse problema isolado de Açailândia, mas de toda região tocantina e sul do estado. Está tendo uma mudança interessante no Maranhão agora com as eleições do governo do estado. Eu quero dizer que na última reunião que eu tive, inclusive conversei com o Hélio, que se ele quiser sair numa reeleição que fica a vontade, que eu não sou problema. Eu não quero ser candidato no legislativo, nem a federal nem a estadual. Tenho que dizer que eu tenho recebido vários convites, inclusive uma cidade igual a Imperatriz que tem 170 mil eleitores, o prefeito me chamou pra me apoiar a deputado federal, e eu falei: “Madeira você está liberado, eu não tenho esse interesse”. Enfim, o governo da Roseana tinha como candidato o Luis Fernando, que saiu do páreo, entrou agora o Lobão Filho, eu estive em São Luis e conversei muito com o ministro (Edison Lobão), conversei com ele também (Lobão Filho), e nessa conversa eu disse que queria uns quinze dias para voltar aqui nas bases para que eu possa conversar com todo nosso grupo político, para que a gente possa decidir qual será nosso caminho. E a gente está fazendo isto. E isto está agregado a mais de vinte prefeitos que a gente está conversando, pra gente encontrar uma solução. E eu vou tomar em breve essa solução, agora eu não quero tomar uma decisão que seja do ‘Ildemar’, eu quero tomar a decisão ‘nós’. Agora como eu sou partidário, eu estou pra ouvir o meu partido, vê o quê que a gente tem que fazer e aonde é que eu possa ser útil. Hoje se me perguntar aonde eu posso ser útil, eu respondo: pra cabo eleitoral, pra apoiar um governo e um deputado que eu entenda que possa ser melhor, mas cabe ao meu partido vê pra quê eu sirvo e de que jeito eles querem me aproveitar no período eleitoral. Uma coisa eu sei, de cabo eleitoral eu já estou super satisfeito.

JM: SuasConsiderações Finais.
Ildemar:Eu queria dizer da minha alegria e da minha satisfação de estar fazendo está entrevista contigo, pois já fazem quase dezoito meses que eu não falo em lugar nenhum, nem em televisão, nem em rádio, nem em nada, porque eu precisava dar um tempo pra mim mesmo e pra Açailândia, porque o povo, os eleitores não precisam vê tanto fuxico na cabeça. E mesmo assim eles rolam a gente pra dentro porque ficam dizendo que a gente está apoiando de um lado ou de outro. O que eu posso fazer hoje pela prefeita da cidade é rezar pra que Deus ajude ela, pra que ela encontre um caminho pra fazer o ‘governo de excelência’ que ela disse que ia fazer, que ainda não apareceu. E a população não pode esmorecer, tem que ter coragem, crise é uma coisa normal, que passa e todos nós vamos ficar. Então precisa que as pessoas que detém de mandato que tenham coragem de ajudar a resolver as coisas. A “embananosa” neste momento está na Câmara de Vereador, está na mão da defensoria pública, dos promotores e juízes, e na mão da governadora Roseana, o povo não pode esquecer disso, que veio aqui e prometeu que ia ajudar a prefeita a fazer o ‘governo dos sonhos’. Então quero dizer que o Ildemar está a disposição, eu estou cuidando das minhas coisas, e cuidando das coisas do município que eu possa cuidar, mas sem interferência política em nada. Um monte de ligação foi feitas pra mim pra saber se eu estou do lado dessa mulher, da dona Gleide, eu quero dizer pra essas pessoas que eu não tenho mandato na mão, se eu tivesse essa força nem prefeita ela não era, que eu não deixava. Quando ela foi prefeita ela não poderia nem ser candidata, foi uma vergonha nacional, aceitar que ela fosse candidata sem poder. Pra quê o “Ficha Limpa”? Mentiu para todos nós. E ela ainda foi na frente do juiz e do promotor e disse que era “ficha limpa”. Então nós tivemos que engolir a ‘bucha’ calado. Só quero que a população saiba que eu não estou fugindo da minha responsabilidade, eu vou acompanhar todos os dias os problemas de Açailândia, mas terei muito cuidado para não atrapalhar, e com certeza absoluta, esse município é um patrimônio de cem habitantese merece o carinho de todos nós, e não são uma ou duas pessoas que não tem juízo que vão tocar esse município para o rumo errado. E com certeza vamos encontrar uma saída para esta crise, e a melhor forma é a prefeita amanhecer amanhã como muito juízo na cabeça, resolver os problemas e dá paz e tranquilidade a este município.

Cézar Jr e Isaias Netto.



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