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8 de outubro de 2016

A QUEDA DO IMPÉRIO MACEDO EM PORTO FRANCO


Fonte: vilsonsantos

O poder um dia acaba, porque tudo acaba, e isso é certo, e o “poderoso” fica sem saber onde foi que errou, culpando as pessoas, por serem incompetentes e incapazes de lhe acompanharem em sua heróica e maravilhosa jornada.

No jogo do poder as ferramentas de marketing são essenciais para a construção da marca pessoal e parafraseando o cantor Leo Jaime; “...o destino transforma num dia um menino em herói de TV”.


Assim, foi na pequena cidade de Porto Franco que tem um povo educado, colaborador com a limpeza e conservação do patrimônio público, localizada as margens da BR 010, a 101 km de Imperatriz, que se faz a história de nosso pretenso “herói”. Eleito prefeito e utilizando de uma engenharia simples e chamativa transformou a entrada da cidade no cenário digno, a priori para a ocasião, de cartão postal, servindo posteriormente de referência para outros municípios como Campestre e Estreito que adotaram o mesmo padrão. Porto Franco ficou conhecida como cidade limpa, bem cuidada, ruas pavimentadas, erradicação de casas de taipa, investimento na educação, saúde dentre outros atributos.

O crescimento e a visibilidade do nome do prefeito foram inevitáveis num curto espaço de tempo. Utilizando-se de influencia e astúcia politica vieram prêmios dos mais variados: prefeito empreendedor, prefeito amigo da criança, etc. Também ajudou nesse destaque o investimento no carnaval, diga-se de passagem, festa popular que apresenta grandes oportunidades para desvios e lavagem de dinheiro.

Assim como o grande Aquiles, herói grego, que tornou-se famoso por sua bravura e força, Deoclides Macedo conquistou o povo da cidade e região vizinha.Dono de um discurso afinado, simpatia de político à moda do abraço e tapinha nas costas, Deoclides “encarnou” o personagem de bom moço no meio de um sistema que ele criou em seus discursos, mostrando-se a vítima perfeita dos donos do poder. Um verdadeiro Robin Hood moderno; Por trás da máscara perfumada, sorriso bem cuidado e cabelos penteados foi conquistando novos aliados, e para tomar posse e pose de “liderança política da região”, usou da amizade com o ex-governador Jakson Lago, na época, e eis que deu certo.

Mas para quem sempre atacou a família Sarney denominando-os de “oligarquia”, ao longo do tempo, Deoclides não fez diferente tentou também construir a sua própria “oligarquia”, lógico que em menor grau. Assim, no processo de construção, elegeu o irmão Marcello como vereador, a irmã Valeria como deputada estadual, além de três tentativas de colocar sua marca no vizinho município de Estreito ao lançar a irmã Verbena prefeita daquele município.

No entanto, o grande articulador esqueceu ou negligenciou uma das regras básicas no jogo do poder que é de manter o controle nos tempos ruins, de ser mais próximo e amável com as pessoas. Aos poucos a máscara foi declinando, os cabelos ficando despenteados, os desafetos políticos crescendo e os inimigos políticos criando força.

O resultado foi evidenciado nas ultimas eleições para prefeito, o povo resolveu mostrar que o fenômeno Deoclides Macedo que tanto se orgulhava de chamar de seus eleitores e de entoar discursos de votos comercializados a lideranças menores da região e de outras partes do Maranhão, sentiu na carne o corte da navalha. A população resolveu mostrar que poder é do povo, esse mesmo povo que dá o poder, tira-o com sabedoria, com apenas a leveza de um tocar de dedos mostrando que não se deixa mais enganar.

A muralha do poder começou a desmoronar quando Deoclides fez uma campanha de louvor e se elegeu a deputado Federal. Seu calcanhar de Aquiles de quando ainda era prefeito, começou a aparecer e com descoberta de irregularidades à justiça impediu que o rei ocupasse o trono, a desmoralização veio à tona e por mais que tentasse encontrar culpados não passou de tentativas frustradas. O dinheiro guardado ajudou na contratação de bons advogados que o defendeu da justiça mais não foi o suficiente para defendê-lo do julgamento popular e o resultado veio à tona nessa eleição/2016.

Todos os municípios que o todo poderoso Deoclides Macedo mantinha alianças, apoiando candidato ao executivo como: Estreito, São João do Paraíso, Campestre, Lajeado Novo, Sítio Novo e Buritirana não obtiveram êxito. E sua pior derrota foi no município de Porto Franco, berço de sua trajetória de visibilidade. E como diz no interior, o “fumo foi grande”. Pareceu mais praga para aqueles que achavam que o fato de colocar Deoclides no palanque para mais um show do personagem “bom moço” vitima de todos e digno de medalhas no estilo novela mexicanas, seria o suficiente para se eleger.

O cenário politico do império Macedo parece sombrio e nebuloso para o próximo pleito eleitoral, sem base, sem aliados no poder executivo, sem curral eleitoral, vai refletir diretamente na pretensa tentativa de reeleição de sua irmã Deputada Valeria Macedo.

Os generosos são aqueles que sabem o quanto o poder é efêmero e transitório. Atentos à sua condição provisória, buscam sabedoria, portam-se com humildade, são agregadores e, acima de tudo, são justos e honestos. 



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