21 de outubro de 2016

COMISSÂO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR É IMPLANTADA NO HOSPITAL MUNICIPAL DE AÇAILÃNDIA.

Secretária de saúde entregando camisa a servidora Célia Castro
Aconteceu ontem 20/10/16, a implantação das comissões de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) (CIPA) Comissão Interna de Prevenção e Acidentes, e (CICH) Comissão Interna de Curativo Hospitalar. O evento foi realizado nas dependências da administração do Hospital Municipal, e é a primeira vez que o (HMA) vai dispor desse tipo de serviço, que deve da uma significativa melhora na qualidade e no atendimento tanto do servidor, bem como dos pacientes.


As comissões acima citadas deverão ser compostas por todas as categorias dos colaboradores do (HMA) Hospital Municipal de Açailândia, tais como médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem, agentes de limpezas, recepcionistas, agentes de portarias, agentes administrativos e setor de nutrição e dietética. Pois será preciso o envolvimento de todos, para que de fato a comissão funcione de verdade e alcance seus objetivos.

A secretaria de saúde do município Kerly Cardoso se fez presente ao encontro, e garantiu o suporte necessário para o bom funcionamento das comissões. Marcou presença também a diretora do HMA Bernadete Oliveira o médico e membro da comissão Dr. Marco Antônio, Dr. André responsável pela farmácia básica do HMA, Dr. Osmar Barreto responsável pelo laboratório do HMA, a enfermeira Rita de Cassia Oliveira, Enfermeira Andressa Barbosa, a enfermeira Vilma Barbosa, o técnico em segurança do trabalho Antônio Carlos, o chefe do setor Arquivos e prontuários Demilton dos Santos Rodrigues, o chefe do o vice-presidente da (CIPA) Marcos Dias do Nascimento, e demais servidores da saúde.

A CCIH surgiu na década de 1970 com a preocupação em se conhecer os índices de infecções nos hospitais, e tem como principal responsabilidade, a implantação de ações de biossegurança, que corresponde à adoção de normas e procedimentos seguros e adequados à manutenção da saúde dos pacientes, dos profissionais e dos visitantes.

O uso de tais medidas pressupõe que todos os profissionais podem ser potencialmente infectados com patógenos, e os acidentes com materiais pérfurocortantes é considerada uma urgência médica, sendo indicado o atendimento o mais precoce possível, embora alguns profissionais deem pouca importância a esse fato pelo motivo de achar em que não irá causar danos para a saúde. 

Entende-se como infecção hospitalar qualquer infecção adquirida após a entrada do paciente em um hospital ou até mesmo após a sua alta, quando essa infecção estiver diretamente relacionada com a internação ou procedimento hospitalar como, por exemplo, uma cirurgia.

Os sintomas podem variar conforme o nível da infecção, mas não diferem de outras infecções que não estão relacionadas à assistência à saúde. Pode ocorrer febre, alterações laboratoriais, tosse, presença de secreção purulenta na ferida operatória, entre outros. O diagnóstico deve ser o mais precoce possível e ocorre a partir das manifestações clínicas, laboratoriais e de imagem.

A enfermeira Andressa Barbosa Coordenadora da CCIH do (HMA), explicou durante a apresentação, que a maioria das infecções é causada por germes de maneira transitória, de paciente para paciente, de ambiente para ambiente. Segundo ela, as mãos são as principais vias de transmissão de micro-organismos na assistência prestada aos pacientes. “Outros cuidados são obrigatórios na rotina de qualquer hospital e executados por funcionários antes de dar início às atividades, manusear medicamentos e alimentos. No entanto a higienização das mãos ainda é a medida mais eficaz e barata no controle destas infecções”, ressaltou.

Segundo o responsável pela farmácia básica do HMA, o farmacêutico Dr. André é a primeira vez que o município vai dispor de uma comissão de tamanha importância, mesmo sendo uma exigência do ministério da saúde desde o ano de1998. Diante da implantação, serão realizadas atividades estratégicas de prevenção e ações desenvolvidas a partir da vigilância epidemiológica em todos os setores do Hospital, vigilância microbiológica realizada diariamente, controle do uso de antimicrobianos realizado com base nas fichas de notificação e dados de consumos da farmácia.

Já a diretora do (HMA) Hospital Municipal de Açailândia Bernadete Oliveira explicou que as principais causas de infecção hospitalar, estão relacionadas à pacientes com idades avançadas, com tempo de internação prolongado e em uso de antimicrobianos por longos períodos. “Normalmente a flora intestinal desses pacientes se encontra muito debilitada e passam a serem fontes para uma infecção adquirida no hospital”, detalhou.

A (CCIH) Comissão de Controle de Infecção Hospitalar, que englobam juntas também a (CICH) Comissão Interna de Curativo Hospitalar, e a CIPA Comissão Interna de Prevenção de Acidentes. Irá realizar busca ativa em todas as dependências do hospital, especialmente nas unidades do centro cirúrgico, setor de internação, nutrição, farmácia, e onde estão os pacientes com maior chance de desenvolver a complicação, essa medida ajuda a prevenir a saúde de pacientes e funcionários. Informou Antônio Carlos, técnico em segurança do trabalho do HMA.

A equipe vai realizar visitas de inspeção aos diferentes setores do Hospital com elaboração de relatórios e emissão desses aos responsáveis, a CCIH inspeciona o cumprimento das recomendações, visando contribuir para a melhoria da qualidade na assistência. Geralmente, a pneumonia é o tipo de infecção mais frequente e pode atingir até 40% dos pacientes que estão internados.

A secretaria de saúde kerly Cardoso explicou que as medidas de controle incluem racionalização de antimicrobianos, controle ambiental e de material hospitalar, (sonda vesical, cateter venoso central etc.) e a ação ativa da CCIH. Além do controle na qualidade do serviço de limpeza tanto dos instrumentos cirúrgicos, bem como da limpeza e higienização do próprio prédio e suas dependências. O desenvolvimento das ações das comissões implantadas terá todo apoio do corpo técnico da secretaria de saúde. Frisou Kerly Cardoso.

“Qualquer pessoa que esteja internada fica vulnerável a contrair uma infecção hospitalar. Em casos mais graves, as consequências podem ser fatais. As principais infecções são as pneumonias hospitalares, do sistema urinário, da corrente sanguínea e de sítio cirúrgico. Todos os profissionais de saúde devem higienizar as mãos antes e após qualquer procedimento realizado no paciente e nos leitos, assim como os próprios pacientes e os familiares”, afirmou a enfermeira Bernadete Oliveira diretora do hospital municipal de Açailândia.

A enfermeira Rita de Cássia Oliveira, presidente da (CIPA). Comissão interna de prevenção de acidente do (HMA), orientou a todos os presentes a reunião, para as necessidades de se trabalhar em conjunto para que todas as metas sejam alcançadas, agindo dessa maneira todos saem ganhando, principalmente o paciente que é o principal objetivo em ser bem atendido, e seus problemas de saúde resolvidos da melhor maneira possível. “E afirma ainda, que certamente a atualização contínua dessas informações ajudam os servidores a eximir a prática de técnicas errôneas”, disse.

Do (HMA). Após o termino da apresentação foi servido um Cofee Break aos presentes.

Confira abaixo fotos do encontros..












































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