22 de dezembro de 2016

É Mole? Prefeitos do Maranhão vão faturar mais que o governador do Estado




Assis Ramos (acima à esquerda), Antônio França (abaixo à esquerda), Professora Rosinha (acima à direita) e George (abaixo á direita) entre o governador Flavio Dino

No início desta semana muito se falou sobre o salário do governador do Maranhão, do vice e dos secretários estaduais e do suposto aumento nos referidos vencimentos desses políticos. Acontece é que muitos não atentaram para o piso salarial de vários prefeitos maranhenses, principalmente daqueles que vão assumir o Executivo Municipal a partir de 1º de janeiro de 2017.
Enquanto o salário do governador Flávio Dino (PCdoB) não chega ao teto de R$ 16 mil, alguns prefeitos do Maranhão ganharão mais de R$ 20 mil, sendo que o de São Luís já ganha acima desse valor, aliás, o próprio e hoje falecido João Castelo quando prefeito foi criticado por receber na época (2009) o salário de R$ 25 mil, que é bem maior que de um chefe de Estado, diga-se de passagem.
Outro felizardo é o prefeito eleito na segunda maior cidade do Maranhão, Imperatriz, o delegado de Polícia Civil Francisco Assis Ramos (PMDB), que vai faturar cerca de R$ 24 mil ao mês uma vez que deve optar em continuar recebendo como PC e não como prefeito, pois o vencimento é mais rentável ao mais novo político da Região Tocantina.
Outro que vai se dar bem é o prefeito eleito na cidade de Pedreiras, Antônio França (PTB), que vai receber por mês o irrisório salário de R$ 22 mil e o vice dele, Everson Veloso, R$ 11 mil, valor similar ao que ganha um secretário estadual de Governo. Uma disparidade sem tamanho se observarmos quanto o município é pequeno e tem poucos habitantes.
Nos municípios de Primeira Cruz e Cururupu, por exemplo (outros dois nanicos) onde foram eleitos George e a professora Rosinha (PCdoB), respectivamente, cada um vai custar aos cofres públicos ao mês o valor de R$ 18 mil.
Todos esses ‘megas’ reajustes salariais nos municípios acima referidos, entre tantos que não foram citados, foram definidos durante votação nas Câmaras Municipais de cada cidade recentemente, pelos próprios vereadores que aumentaram também os próprios salários.
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