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19 de maio de 2017

Deputado do MA que prega impeachment de Temer é réu no STF por peculato

Opinião do Blog.
Pelo bem da nação, tinha que haver uma intervenção civil  no Brasil com apoio militar. Ou seja, o povo tomaria o poder com ajuda das forças armadas, um governo militar seria criado indicado pelo povo, fecharia-se o congresso, o STF, prenderia todos os políticos e “autoridades” envolvidas em atos de corrupção, e uma nova república seria criada. Quando tudo estivesse “bem”, o novo governo militar convocaria novas eleições democráticas. Ai sim nasceria um novo Brasil.


O deputado federal Weverton Rocha (PDT-MA), ungido pelo próprio partido e pelo PCdoB, PT, PSB, Rede e PSOL como porta-voz do pedido de impeachment do presidente Michel Temer (PMDB) por suposto crime de responsabilidade, prega uma moralidade da qual seu curriculum político está longe de possuir.

Conhecido pelos maranhenses desde sua passagem pela falida UMES (União Municipal dos Estudantes Secundaristas), Rocha carrega entre sua coleção de processos por possíveis práticas contra a administração pública um que o tornou réu, recentemente, no Supremo Tribunal Federal (STF).
O caso em questão é a contratação e a celebração de um termo aditivo para reforma e ampliação do Ginásio Costa Rodrigues, em São Luís. Neste processo, o deputado black bloc é acusado de crime de violações à lei de licitações e peculato, sendo este último quando há desvio de dinheiro público feito por agente público, que no caso, segundo a denúncia aceita pelo STF, é o próprio pedetista.
Assim como faz Temer sobre o áudio da conversa com o empresário Joesley Batista, da JBS, Weverton Rocha também nega que tenha praticado qualquer ilícito e diz que provará ser inocente. “Ao final da ação penal ficará provado que não houve obtenção de vantagem indevida ou injusta (…), não houve superfaturamento ou prejuízos ao erário público”, alega.
Contudo, para o Ministério Público do Maranhão, autor da denúncia, o líder do PDT na Câmara dos Deputados, no período em que era secretário estadual de Esporte e Juventude, atuou de forma irregular, para dispensar licitação para a reforma do ginásio. Na ação, há provas apresentadas pelo Parquet de que houve fraude no procedimento administrativo que redundou na contratação da empresa Maresia Construtora Ltda, tendo em conta omissões, descuidos e condutas irregulares cometidas por Weverton Rocha e assessores na secretarial estadual.
Ainda segundo a denúncia, a reforma do ginásio foi inicialmente contratada por R$ 1.988.497,34 (hum milhão, novecentos e oitenta e oito mil, quatrocentos e noventa e sete reais e trinta e quatro centavos), por meio de dispensa de licitação. Segundo o MP-MA, Weverton aditou o contrato em R$ 3.397.944,90 (três milhões, trezentos e noventa e sete mil, novecentos e quarenta e quatro reais e noventa centavos).
A acusação afirma, também, que Weverton colaborou com o proprietário da Maresia Construções, Leonardo Lins Arcoverde, para que houvesse o desvio dos valores auferidos pelo contrato celebrado com a secretaria em benefício próprio do empresário.
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