9 de junho de 2017

Filha de cabo da policia militar assassinado, rebate acusação que o mesmo extorquia e tinha vida de luxo.

Filha do Cabo da policia militar do Maranhão Júlio César, assassinado em Buriticupú, Rebate acusação de que o mesmo tinha vida de luxo. Para a mesma, é tudo mentira orquestrada pela cúpula de segurança do estado para incrimina-lo. As informações são do blog do Stenio Johnny Veja Aqui.

                                       Casa Simples que morava  o cabo Júlio Cesar

Ao contrário do que foI divulgado nas redes sociais que os policiais Cabo Júlio César e Alberto Constantino assassinados em um povoado próximo a cidade de Buriticupu-MA em novembro de 2016, ostentavam vidas de luxo, com carrões importados, ouro e mansão, o que vimos na nossa rápida passagem por aquela cidade, foi outra realidade.


O cabo Júlio César por exemplo, morava nesta humilde casa(Foto acima), construída segundo informações dos familiares, com dinheiro de um empréstimo junto a Caixa Econômica Federal, assim como um carro popular de segunda mão que ele tinha comprado, as jóias que diziam que ele usava, era apenas um cordão de ouro de média grossura sem pingente, pois não tinha dinheiro pra comprar.

Antes de ser assassinado, o Cabo Júlio se preparava para tirar mais um empréstimo consignado junto a Caixa Econômica para pagar a cirurgia de dona Josefa a sua mãe. Em conversas que tive com a família, Júlio era um bom pai e bom filho.

Segundo a Família do Policial, agora é muito fácil para a polícia dizer que o Cabo e  o Soldado eram bandidos e que comandavam uma organização criminosa em Buriticupu, matando, roubando e extorquindo pessoas naquela região.

Pura mentira! Disse Emily filha do Cabo Júlio César e questiona: Como eles podiam ser tudo isso e não ter nada? cadê o luxo? as mansões? os carrões importados? Como dois policiais faziam tudo isso, sem o conhecimento do comandante da região? Como eles eram chefes de uma organização criminosa sem a polícia saber? Estão tentando associar a imagem do meu pai a imagem de um bandido, sem ele está vivo para se defender!. Porque não o acusaram quando ele estava vivo? Questiona Emily

O que foi apurado pela nossa reportagem em  rápida passagem em Buriticupu, é que existe um mistério em torno do caso, poucas pessoas querem falar a respeito pois temem represálias, meio as pessoas temerosas em falar sobre o assunto, depois de uma rodada de cervejas, uns dois falaram sobre coisas que aconteciam na cidade. 

O morador de um povoado bem próximo a sede nos falou em off, que a região era policiada por bandidos travestidos de militares, que realizavam várias operações ilícitas não só em Buriticupu como nas cidades vizinhas. Entre essas práticas criminosas constavam: Tráfico de drogas, roubo de cargas, extorsões, interceptação de carro roubado, invasões de terras e ainda davam suporte na extração ilegal de madeira naquela região, dentre outras atividades ilícitas. Disse que inclusive o trator e a caçamba que eles iam pegar eram roubados, que seriam usados para negociões e que pra cada tipo de operação ilícita, tinha os informantes de área. Falou que o Dal e o Marciano estavam entre os que davam informações e ajudavam nas negociações.

O morador falou, que o Major Queiroz participava de todo esquema, que era sabedor de toda as ações criminosas e que sempre ficava com a maior parte da grana apurada, falou que quanto ao assassinato dos policiais há um comentário que teria sido encomendado por um político e um empresário daquela região e que ambos teriam costa quente com gente grande em São Luís.

O morador não soube nos informar quem e qual a profissão que exerciam essas pessoas na capital maranhense. Disse que fora os soldados Vieira, Gladistone, Tenente Josué e Major Queiroz, havia a participação de outros militares da região, que  quando chegava um militar que não compartilhava com a bagaceira, eles faziam com que esse policial fosse transferido para outra cidade, pois eles tinha um chefe maior. O morador não declinou o nome e nem a patente do chefe superior, temendo ter o mesmo fim dos policiais assassinados. Disse que o Dal sabe de tudo e se  a polícia apertar, ele vai vomitar toda sujeira.

O morador da cidade falou que tudo isso é vergonhoso e preocupante. "Os homens que foram capacitados e treinados para dar segurança em Buriticupu e nas cidades mais próximas, eram bandidos fardados travestidos de policiais que viviam extorquindo e roubando naquela região". Concluiu!



                                                         Por: Stenio Johnny
                                                Radialista/Repórter Investigativo 
                                                         RPJ/MA 0001541