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4 de julho de 2017

Igreja russa condena decisão da Corte de Estrasburgo sobre Charlie

Moscou (RV) - A Igreja Ortodoxa Russa protestou contra a decisão tomada pelos Tribunais europeus de aprovar a retirada os aparelhos que mantém vivo o bebê britânico Charlie Guard, de 10 meses de idade, que sofre de uma doença genética rara, mesmo contra a vontade dos pais.


"A decisão monstruosa do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos revela a crise mais profunda da noção de proteção dos direitos humanos. Hoje, o direito à vida cede lugar ao direito à morte", disse o chefe do Departamento de Relações Exteriores da Igreja do Patriarcado de Moscou, o Metropolita Hilarion.

De acordo com  hierarca, a situação é especialmente dramática, pois os pais não podem tomar uma decisão de forma independente. O metropolita se diz surpreso que em pleno século 21, “em um estado democrático livre, uma família está presa em uma clínica pela decisão do tribunal e não pode recorrer a outra clínica".

O Metropolita da Igreja russa considera a situação como "uma violação da consciência dos pais, que desdenha deles, um sadismo pintado com tons humanísticos".

Hilarion enfatizou que, no caso de Charlie, havia médicos nos EUA que estavam prontos para tratá-lo e pagar pelo tratamento. Apesar disso, o Tribunal tomou a decisão "no melhor interesse" da criança, de retirar os aparelhos que o mantém vivo.

O Metropolita se disse perplexo porque sempre é proclamado que uma vida humana tem um valor absoluto no Ocidente, mas o assassinato de pessoas gravemente doentes, incluindo as crianças, torna-se "realidade legalizada".

Ele espera que os pais de Charlie tenham a chance de dar a seu filho um tratamento que considerem necessário.

"Eu rezo para que eles possam passar pelas terríveis provações que têm que enfrentar. Espero que o Deus misericordioso não prive o pequeno Charlie de seu amor e torne seus sofrimentos como promessa da vida eterna", afirmou Hilarion em um comunicado.
(JE/Interfax)

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