31 de agosto de 2017

Governo do Maranhão usa emissora estatal para se promover pessoalmente.

                    
                     O PAPEL DE UMA RÁDIO EDUCATIVA
O que há em comum entre Globo, Record, SBT, Band, Rede TV!, TV Cultura e outras centenas de emissoras afiliadas e não-afiliadas a essas redes de televisão espalhadas pelo Brasil? Todas elas são concessões públicas, ou seja, pertencem ao conjunto da sociedade brasileira e não a grupos políticos, religiosos ou econômicos como aparenta ser.

Uma rádio pública tem que ser democrática, garantir o livre acesso à informação e ouvir todas as camadas da sociedade. Além de ser importantíssima na área cultural, para o cinema, o teatro, a música, a literatura que tem pouco espaço nas rádios comerciais e no segmento esportivo.

Seria assim, se fossemos um país sério, infelizmente estamos falando de Brasil, onde não se respeita as leis, a não ser quando tais leis seja em benefícios individuais, ou de interesse de grupos políticos.

Veja o que diz a apresentação do site da Radio Estatal Timbira do Maranhão.
A Nova 1290 – Rádio Timbira AM se propõe a fazer jornalismo público, pautado na verdade, transparência e honestidade. A informação que ajuda a construir civicamente uma comunidade e a formar cidadãos republicanos.

O jornalismo público não se pretende um quarto poder, não se põe numa esfera superior, a partir da qual imagine ser possível pautar a opinião de todos, governantes e governados. Ele é uma espécie de voz ativa da cidadania, e se mistura com ela.

A Nova 1290 promoverá sempre as ações de interesse público, preservando o espírito crítico do cidadão e suas opiniões. Por isso, nesta nova fase, precisamos posicionar a rádio de forma que, imediatamente, todos saibam a que viemos.

A Rádio de todos nós tem programação diversificada com jornalismo dinâmico, cultura, música maranhense, esporte e prestação de serviços; a emissora tem em seus quadros, profissionais conhecidos e reconhecidos pela opinião pública.

Veja as contradições e desvios de finalidade da emissora
Só que em vez de pautar uma programação para qual a emissora Radio Timbira foi criada, todos os governo que passaram a frente do executivo estadual, usaram a emissora para fazer politicagem barata, desviando com isso, a finalidade do que séria a verdadeira atribuição e o propósito de uma Radio Educativa.

Governo do Maranhão usa emissora estatal para se promover pessoalmente.
E o uso indevido da informação, se agravou desde que Flavio Dino assumiu o governo do Maranhão. O comunista vem usando o poder de comunicação da radiodifusão, Para atingir mais e mais ouvintes. Para isso, a emissora estatal do estado tem sido usada todos os dias, formando uma cadeia de Radio Estadual com todos os tipos de emissoras FMs espalhadas por diversas regiões do estado, sejam elas legalizadas ou não, com um único intuito, fazer propaganda de autopromoção política e pessoal, além de achincalhar desafetos.

Todos os dias, a população Maranhense se depara com uma verdadeira afronta, quando se forma a cadeia de radio entre a emissora estatal do governo, e as emissoras espalhada pelo interior do estado, somos forçados a ouvi um verdadeiro teatro midiático, onde a figura central é o governador Flavio Dino. Ao que parece, os jornalistas que se reveza nos estúdios da Radio Timbira AM, são orientados a achincalhar, desconstruir, e descer a “ripa” em todos que ouse confrontar o governo comunista.

Conheça um pouco  das farras das concessões de emissoras pelo Brasil.
Para falarmos sobre as rádios educativas, é importante fazermos uma reflexão sobre o porquê de elas existirem. Afinal o rádio nasceu no Brasil com o intuito educativo e cultural e hoje são pouquíssimas rádios que  trabalham nesse sentido.

É possível que o rádio propicie aos ouvintes programas que tenham conteúdo que vá além do simples entretenimento? 
A mídia em geral, e especialmente o rádio, podem ser utilizados como instrumento de democratização do saber e de complemento do ensino formal? 

Como início de uma reflexão, iremos descrever como nasceu o rádio no Brasil e a sua relação com o Estado desde o princípio, fazendo uma rápida apresentação da política de concessões de rádio e TV que sempre atendeu aos interesses de um grupo privilegiado. 

Um resumo histórico de como se desenvolveu a política de concessões desde a década de 20, início do rádio no Brasil traz dados que apontam para uma realidade na qual as leis se sobrepõem ao mesmo tempo em que limitam a ação dos poucos políticos que têm interesse em fazer avançar a democratização da comunicação em nosso país.

Nunca houve uma política democrática de concessões e nem uma legislação que realmente as controlasse. Até 1988, a legislação que regulamentava as concessões de rádio e televisão no Brasil atribuía ao presidente da República poder absoluto. 

Foi o último presidente do Regime Militar um dos principais responsáveis pela distribuição de emissoras. No governo do general Figueiredo (1979-1985), foram feitas mais de 700 concessões de rádio e televisão, o que representa mais de 1/3 do total das emissoras existentes desde o surgimento da radiodifusão no Brasil. “Boa parte dessas concessões foi outorgada por motivos políticos e a empresários e parlamentares ligados ao governo”. 

Com o fim do Regime Militar veio à abertura democrática. E então, mesmo depois do apoio que recebeu do Regime Militar para implantar a Rede Globo, Roberto Marinho se convenceu a apoiar Tancredo Neves na disputa do Colégio Eleitoral. Mas em troca garantiu um homem de sua confiança para ser o ministro das Comunicações: Antônio Carlos Magalhães.

Ex-presidente Sarney é acusado de ter usado  concessões para se manter no poder.
Com a morte de Tancredo, José Sarney, presidente, e ACM, ministro das Comunicações, está traçado o quadro ideal para o que se pretendia fazer com o poder que o governo tinha nas mãos.

Nos cinco anos da gestão Sarney (1985-1989), foram distribuídas, com o envolvimento direto do então ministro das Comunicações, 1.091 concessões. Vários estudos comprovam que essas concessões foram em troca do voto pelos cinco anos de mandato do presidente Sarney.

Em setembro de 1988, mês que antecedeu a promulgação da Constituição, foram dadas 257 concessões de rádio e TV e a edição do Diário Oficial do dia 29 daquele mês registrou 59 concessões. Até o final de 1995, em todo o Brasil já haviam sido dadas 3.208 concessões.


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