27 de outubro de 2017

O Maranhão precisa de um novo projeto político

É urgente a construção de um novo projeto político e de sociedade para o nosso querido e rico estado. Na verdade mais do que isso: um projeto de vida para o povo maranhense.

Não me canso de afirmar que o Maranhão nasceu para dar certo.
Também costumo dizer que no nosso estado é uma espécie de pequeno “Brasil”, pois possui todas as características socioeconômicas e geográficas do país: população pobre, mas trabalhadoras; grande extensão territorial; extraordinário litoral; diferentes ecossistemas; grandes bacias fluviais; extraordinário potencial turístico;  não enfrenta grandes desastres naturais como furacões, tornados etc., enfim, o Maranhão é um Brasil em miniatura com todo aquilo que o nosso país possui de melhor.

Ocorre que ao longo dos anos o Maranhão foi mal compreendido e, principalmente, mal gerido!
De todo período que o estado foi governado pelo grupo Sarney, e suas dissidências, talvez a melhor quadra possa ser considerada justamente os anos do governo de José Sarney, na década de 60.
Depois que Sarney deixou o estado para “ganhar” a República e acumular muito poder em todos os governos, dos militares aos civis, inclusive ele próprio chegando ao posto máximo da nação, paradoxalmente o Maranhão perdeu força e não conseguiu manter o ritmo de crescimento e desenvolvimento inciado pelo chamado “Projeto Maranhão Novo”, do então governador José Sarney.
Nem mesmo durante a era Roseana Sarney, o Maranhão conseguiu imprimir um modelo de desenvolvimento que priorizasse as riquezas e potencialidades do estado. Nessa época foram priorizados projetos que não levaram em conta as reais vocações econômicas locais.
Sem falar que a excessiva “ingerência” do marido Jorge Murad, muitas vezes acabou por atravancar as políticas públicas de fomento uma vez que o todo poderoso “primeiro-damo” tinha a mania confundir interesses maiores do estado com outros menos importantes, por assim dizer.
Do trabalhismo de Jackson Lago ao comunismo de Flávio Dino
Com a vitória de Jackson Lago (PDT) em 2006, brotou uma esperança muito grande no que poderia ser um início de um novo clico desenvolvimentista do Maranhão.
O governo trabalhista de Jackson chegou a apresentar à população um planejamento de longo prazo que tinha metas, objetivos, planos e programas bem definidos. Não fosse o famigerado “golpe judicial” que apeou o líder pedetista do poder, possivelmente o estado estaria em outro patamar no que diz respeito aos seus índices socioeconômicos.
Com a derrubada do governador Jackson Lago, volta novamente Roseana Sarney ao comando do governo prometendo fazer o “melhor governo da minha vida”.
Bem ou mal, a peemedebista conseguiu empreender muitas obras pelo Maranhão, inclusive na capital, tanto que Roseana é considerada a “melhor prefeita” que São Luis já teve. Isso sem falar no programa “Saúde é Vida”, que melhorou consideravelmente os serviços de saúde do estado.
Com a vitória de Flávio Dino (PCdoB) em 2014, aquela mesma esperança por reais mudanças brotada quando da chegada de Jackson Lago ao governo, voltou a ser cultivada no seio do povo maranhense.
Passados quase três anos de governo comunista, porém, o que se vê em curso no Maranhão é um grande projeto de “boas intenções”. Só que não se governa um estado com as complexidades do Maranhão apenas com bases em boas intenções. É preciso muito mais! É preciso resultado!
O governador Flávio Dino não tem um projeto consistente de médio e longo prazo para o nosso estado. O comunista limitou sua gestão a distribuir asfalto para os municípios – asfalto esse de péssima qualidade, diga-se -, entregar ambulâncias obtidas com emendas de deputados federais; distribuir viaturas policiais com verbas federais para prefeitos depois se virarem para manter, inclusive com combustível; furar poços que os prefeitos são obrigados a pagar os projetos e até distribuir fardamento estudantil já no final do ano letivo!
Nesse sentido, a impressão é de que não temos um governador de verdade, mas tão somente um “prefeitão”.
O fato é que Maranhão ainda não conseguiu dar certo. Ainda não foi contemplado com a implantação de um projeto verdadeiramente de desenvolvimento socioeconômico e sustentável!
É urgente, por tanto, a construção de novo projeto político e de sociedade para no nosso querido e rico estado.
Na verdade, mais do que isso: um projeto de vida para o povo maranhense.
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