3 de abril de 2012

Vítimas protestam contra compra premiada em Açailândia

Duas empresas estão sendo investigadas pelo Ministério Público.
Cerca de 2.000 pessoas já teriam sido lesadas com o golpe.



O grupo pequeno, que todos os meses sai às ruas faixas pedindo agilididade nos processos contra duas empresas que trabalham com a modalidade compra premiada, em Açailândia, representa mais de 2.000 pessoas, lesadas com o golpe. Desde 2010, um dos estabelecimentos está fechado, sem dar explicações aos clientes.

"Fica assim como se nós nem existíssemos. Ninguém traz uma resposta, ninguém diz nada pra gente. Parece que está tudo parado, disse a comerciante, Odilma Barsani.
A 5ª promotoria de Justiça de Açailândia explicou que um processo já foi julgado e não é mais de responsabilidade da Promotoria. "Foi pedida a penhora de bens da empresa, mas não foram encontrados bens suficientes para ressarcir todo mundo. Teremos que ver o que pode ser feito para que essas pessoas tenham seus créditos garantidos", afirmou a promotora Camila Gaspar.
Enquanto um processo não avança, o Ministério Público tenta paralisar as atividades de uma outra empresa que continua trabalhando em Açailândia. Uma ação civil pública já foi aberta, mas os proprietários recorreram. Com isso, um novo recurso deverá ser julgado nos próximos dias.
O protesto silencioso esconde a revolta de quem se sente enganado. Não atrasar o pagamento das prestações de uma moto na modalidade compra premiada exigiu esforço da dona de casa, Darlene Barbosa. "Eu tirava da boca dos meus filhos pra poder pagar, mas quem tem fé em Deus, tem esperança de receber", disse.
O vendedor José Alves Barbosa, também acreditou que iria melhorar as condições de trabalho, caso fosse contemplado com uma moto. "Eu vendia bala num carrinho e o motor desse carrinho era eu mesmo. Pensava que ficaria diferente, mas piorou", desabafou o autônomo.
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