8 de abril de 2011

Goleiro Bruno poderá ser solto

"Estou muito próximo de soltar Bruno", diz advogado do goleiro.
Goleiro  Bruno poderá ser solto
Bruno está preso há 9 meses
 

Brasil - O goleiro Bruno, preso desde julho do ano passado, acusado da morte e do desaparecimento da ex-amante Eliza Samúdio, pode ser solto na próxima quarta-feira (13). Um pedido de habeas corpus feito pelo advogado Cláudio Dalledone Jr. deveria ter sido julgado nesta quarta-feira (6), mas após a sustentação oral feita pelo advogado, o desembargador Doorgal Andrada, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, pediu vistas do processo. Isso ocorre quando o advogado apresenta argumentos que ainda não haviam sido analisados pelo tribunal.

Em entrevista a ÉPOCA, Dalledone pareceu bastante otimista quanto a liberar o goleiro preso há nove meses. “Nunca estive tão perto. Estou muito empolgado”, disse. Ele argumentou que o processo já foi concluído e que Bruno tendo residência fixa e sendo réu primário tem direito de responder em liberdade.

ÉPOCA - Como foi o julgamento do habeas corpus?
Dalledone – Eu estou muito próximo de soltar o Bruno. O relator quer rever o voto dele. Ele sempre foi contrário. Ele interrompeu imediatamente e o julgamento continua quarta que vem.

ÉPOCA - Ele continua necessariamente quarta que vem ou pode ser adiado?
Dalledone – Continuará na quarta.

ÉPOCA - Que argumentos o senhor usou para tentar persuadir o relator?
Dalledone – Eu falei da natureza de cada tipo de prisão. De início, era cautelar. A prisão de cautela é para investigar. Ela se converteu para preventiva, que serve pra proteger o processo. O processo terminou e essa prisão teve sua forma e natureza atendidas. E agora mudou. A prisão decorrente de pronúncia não tem fundamento. A juíza de Contagem analisa de forma errada. Ela está emprestando ao processo uma condenação futura. Isso é avesso às garantias constitucionais.

ÉPOCA - O senhor acredita mesmo que vai conseguir soltar o goleiro Bruno?
Dalledone – Nunca estive tão perto. Nunca estive tão empolgado

Fonte: Época
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