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27 de abril de 2017

Morte de um bebê ao vivo pelo Facebook choca Tailândia

Foto do DailyNews tirada em 25 de abril de 2017 mostra Jiranuch Trirat (C) carregando o corpo de sua filha de 11 meses, que foi morta por seu marido, nos arredores de Phuket
O assassinato por um tailandês de um bebê de onze meses durante uma transmissão pelo Facebook Live, antes de cometer suicídio, chocou a Tailândia e provocou uma onda de críticas contra os meios de comunicação que exibiram as imagens.


Segundo a polícia, o homem, identificado como Wuttisan Wongtalay, de 20 anos, decidiu cometer o crime no balneário de Phuket, no sul do reino, após uma briga com sua esposa.

O vídeo mostrando o enforcamento de sua filha de 11 meses e depois o seu permaneceu online por várias horas na segunda-feira, antes de o Facebook retirá-lo.

Vários canais e veículos tailandeses publicaram nesta terça-feira as imagens, com os corpos da criança e do homem borrados.Mas nesta quarta-feira a indignação era enorme nas redes sociais.

E o News Broadcasting Council, órgão de supervisão de mídia, pediu que os veículos parem de transmitir tais vídeos, em um país onde as imagens de acidentes e cadáveres são exibidas sem maiores precauções.

"Esta cobertura foi inapropriada", reagiu o conselho em um comunicado nesta quarta-feira: "poderia levar outras pessoas a fazer o mesmo, para chamar a atenção".

De acordo com o porta-voz da polícia tailandesa, o vídeo foi rapidamente detectado pela polícia que alertou o ministério responsável pelo digital, que contactou Facebook.

Na terça-feira à noite, o Facebook qualificou o vídeo como assustador. "No Facebook não há lugar para conteúdo desse tipo e será retirado", informou a rede social à AFP.

Este assassinato ocorre poucos dias depois do crime de Cleveland, nos Estados Unidos, onde um homem de 37 anos matou um aposentado escolhido aleatoriamente e postou o vídeo no Facebook. Depois de três dias de perseguição policial, o assassino se suicidou.

O criador do Facebook, Mark Zuckerberg, afirmou depois da tragédia que sua equipe fará todo o possível para impedir que isto se repita.

Estes assassinatos não são os primeiros divulgados ao vivo na internet. Em fevereiro, já havia ocorrido o mesmo em um duplo homicídio em Chicago.

O governador de Phuket pediu aos cidadãos que não compartilhassem o vídeo de quatro minutos do assassinato e do suicídio, embora ainda fosse encontrado nesta terça-feira em contas de internautas tailandeses.


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