Energia solar aumenta em 30% a produção agrícola em comunidades de Almeirim

Quatro agricultores de Almeirim, no Baixo Amazonas, aumentaram em cerca de 30% a produtividade de suas atividades, entre elas a produção de queijo de búfala, extrativismo de Castanha-do-Pará e a pesca artesanal. A melhoria só foi possível depois da instalação de um projeto do escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), em parceria com a Fundação Jari e o Banco da Amazônia, que no fim do ano passado levou energia solar às propriedades. Até então, a única alternativa para esses produtores era o uso gerador,com custos próximos ao R$ 3 mil por ano e oferta de aénas 3 horas diárias de energia. 

Agora, as famílias dispõem de eletricidade 24h, a custo praticamente zero, por meio de sistema fotovoltaico, o qual se constitui de kits de placas solares, inversor, bateria de placa estacionária e controlador de carga. As placas solares ficam em cima de telhados ou outras estruturas e absorvem luz solar, a qual é transformada em energia elétrica por um inversor solar. A energia sai do inversor para um quadro de luz e é distribuída para pontos na propriedade. A energia que não é aproveitada imediatamente se mantém estocada para disponibilidade de uso quando não houver sol.

“É uma energia limpa, constante, de suporte baratíssimo e sem a poluição sonora provocada pelos geradores. Com energia elétrica, os produtores podem conservar o pescado em resfriamento, aumentar a jornada na lida com os sistemas produtivos, estocar o queijo e aperfeiçoar as tecnologias. É uma revolução no conforto e nos sistemas produtivos”, resume o chefe do escritório local da Emater em Almeirim, Elinaldo Silva.

A instalação foi financiada pela linha Eco do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Os agricultores Marlison Moreira, da comunidade Lago Branco, e Raimundo Bezerra, da comunidade Nova Arumanduba, receberam mais de R$ 15 mil cada, já os agricultores Otoniel Sousa, da comunidade Barreiras, e Jardson Brazão, da comunidade Recreio do Rio Parú, receberam quase R$ 30 mil cada. Além de pecuária leiteira, castanha e pesca, os agricultores trabalham com extrativismo de açaí manejado, extrativismo de camarão e plantio e beneficiamento de mandioca.

Por Aline Miranda

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