Emissão de Alvarás para taxistas feita sem critério técnico, e com fim eleitoreiro pelo ex-prefeito Ildemar Gonçalves, transformou o transporte público de Açailândia em uma “bomba relógio”.



Crise funcional
A crise institucional e funcional do serviço de “taxi-lotação” no município de Açailândia entra em um novo capitulo. Dessa vez, a difícil missão do cumprimento da determinação do ministério público, que é o inicio da fiscalização da atividade irregular de transporte de passageiro, pelo DMT, PRF, e Policia Militar.


Atividade de “taxi-lotação”
Todos sabem que são cidadãos que desenvolve suas atividades de forma decente, em busca do sustento de suas famílias, e que precisa de alguma forma seguir em frente, só que tal atividade de “taxi-lotação” é considerada irregular em todo Brasil.

Temos que entender ainda, que Açailândia não é qualquer “currutela”, A cidade que cresceu bastante, e quando isso acontece, vai surgindo normas e mudanças, que busca melhorar a qualidade de vida da população.

Pressão no ministério público
Diante da pressão de boa parte da população, principalmente idosos e estudantes, que procura o ministério público estadual, para que seus direitos sejam respeitados, no tocante a gratuidade do transporte, ou mesmo a meia passagem, foi o que motivou o órgão, a cobrar da prefeitura a imediata regularização do setor.

Empresa tem que obter lucro
Só que para que se cumpra a Lei, todos sabem que qualquer negocio no mundo, só funciona se houver lucro, ninguém vai pagar para trabalhar. E para que a empresa de ônibus contratada pelo município cumpra com seu papel social, tem que haver passageiros, do contrario a mesma fica impossibilitada de operar.

Gratuidade de transporte
No Brasil, é lei a gratuidade do transporte de idoso, pessoas com doenças crônicas, bem como meia passagem para estudantes, e para que essas normas sejam cumpridas, tem que haver o funcionamento regular de empresa, que possa atender tal demanda casos esses, que não tem a mínima condição ou segurança para ser atendidos pelo serviço de “taxi-lotação”.

Consenso
Tem que haver um consenso entre as partes envolvidas, Tanto Prefeitura, Câmara Municipal, Ministério Publico, DMT, PRF, além de uma chamada para o dialogo. Já o representante dos taxistas tem a obrigação moral e ética de falar a verdade sobre o que diz a LEI, e com isso, ajuda a evitar um descontrole da situação.

Regularização do serviço de taxi
O serviço de taxi do município de Açailândia foi regularizado no ano de 2001 através de um projeto de LEI de autoria do então vereador e ex-presidente da Câmara Municipal Marcos Lucena (PSD).

Na época, o parlamentar ao levar o projeto para sanção do então prefeito Leonardo Queiroz, ficou surpreso quando soube que o gestor teria engavetado o projeto, e o motivo do engavetamento, teria sido pressão do grupo Galleti, que na época tinha a intenção de monopolizar o serviço de transporte do município.

Diante da negativa do então prefeito Leonardo Queiroz na época do (PSD), o então presidente da câmara vereador Marcos Lucena também do (PSD), teve a iniciativa de evocar o projeto de lei, e com isso ficou regularizado o serviço de taxi do município de Açailândia.

Principal culpado pelo problema
Um dos maiores culpados por toda essa confusão que hoje vive o setor de transporte do município, em parte é do ex-prefeito Ildemar Gonçalves dos Santos, que quando gestor fez a emissão de vários Alvarás para taxistas, sem seguir nenhum critério técnico, apenas com o intuito eleitoreiro, transformando o setor em uma “bomba “relógio”“.

Remédio “amargo”.
Todos sabem que para se fazer efeito numa lesão, muitas vezes o remédio tem que ser “amargo”, só existe dois caminhos a seguir por parte do prefeito Juscelino Oliveira, ou se coloca ordem na casa, e cumpre as determinações do ministério público, que é o que o  mesmo vem fazendo desde que assumiu o comando da administração municipal.

Do contrário, faz igual fizeram  todos os ex-prefeitos, que se acovardaram diante da situação,  deixando a coisa correr “frouxo”. Ou seja, e permite que os taxistas volte  a operar um serviço irregular, e a empresa de transporte de ônibus feche as portas, indo embora da cidade, por não ter condições de operar sem passageiro.